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Caso Juliana: perícia confirma que mancha encontrada em carro de cunhado da vítima é de sangue humano


A perícia confirmou na manhã desta terça-feira (10), através de um laudo, que a mancha de sangue encontrada no carro do suspeito de matar Juliana Souza de Oliveira, de 27 anos, é de sangue humano. A jovem foi encontrada carbonizada dentro de um latão, em dezembro do ano passado, em Campo Limpo Paulista (SP).

Segundo o laudo, a mancha de sangue estava no assento do banco do motorista e apresentava aspecto de que foi limpa ou esfregada.

No dia 16 de abril, a irmã de Juliana publicou nas redes sociais um desabafo sobre o cunhado e réu pelo crime, Reginaldo Barbosa.

Na publicação, ela escreveu sobre a Páscoa e refletiu sobre Judas, comparando-o com Reginaldo. Conforme ela relatou, o cunhado teria mentido para a família e “fingido” ser um homem do bem.

“Por mais que algumas moedas, traiu não só a minha irmã, mas toda a minha família, onde por ganância, soberba, maldade, falta de Deus, falta de amor, de sentido, de verdade, de honestidade, de índole e caráter, mentiu para todos nós sabendo que ele era o principal culpado”, escreveu.
Irmã de jovem encontrada morta posta desabafo contra cunhado e réu pelo crime — Foto: Reprodução/Facebook

Irmã de jovem encontrada morta posta desabafo contra cunhado e réu pelo crime — Foto: Reprodução/Facebook

A irmã de Juliana detalhou que a jovem sofria de hipertireoidismo e fazia exames regularmente, além de tratamento de iodo.

“Vulnerável, a nossa pequena Ju, que pesava menos de 48 quilos, porque a deficiência da tireoide não a permitia engordar pelo metabolismo super acelerado, com batimentos cardíacos altíssimos, uma consequência dos medicamentos. Ela teve a sua vida ceifada, de forma cruel, por motivos fúteis.”

A Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público e tornou réu o cunhado pela morte de Juliana. A decisão foi publicada no dia 22 de março.

De acordo com a denúncia da promotora Mariana Ueshiba da Cruz Golveia, Reginaldo cometeu dois crimes de extorsão, feminicídio com arma de fogo e destruição de cadáver.

O denunciado é casado com a irmã de Juliana desde 11 de outubro de 2014, segundo o MP. A defesa dele não foi localizada até a publicação desta reportagem.

Caso Juliana: MP denuncia cunhado por extorsão, feminicídio e destruição de cadáver

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O laudo do Instituto de Criminalística (IC) confirmou que o corpo encontrado carbonizado era da jovem. Ao g1, o delegado de Campo Limpo Paulista, Felipe Carbonari, informou que o resultado do laudo técnico era compatível com o dos pais de Juliana.

“Ele [Reginaldo] continua negando a prática do crime. A gente aguarda o resultado da perícia do celular, que pode detectar as mensagens apagadas. A causa da morte ficou inconclusiva, porque só foi possível colher a arcada dentária”, explicou o delegado.

O inquérito foi relatado pelo delegado Rafael Diório, que era responsável pela delegacia da cidade na época. A perícia chegou a apontar que havia marcas semelhantes às de tiros no tambor de metal.

Caso Juliana: polícia confirma que corpo encontrado dentro de tambor é da jovem

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Reginaldo chegou a ficar foragido por um tempo e deu declarações contraditórias em depoimento à polícia.

Ele trabalhava como segurança em um loteamento que fica às margens da Rodovia Edgard Máximo Zambotto, em Campo Limpo Paulista, onde foi registrado o último sinal do celular de Juliana.

Câmeras de segurança registraram o veículo do cunhado de Juliana pelas ruas de Campo Limpo Paulista (SP) — Foto: Reprodução

Câmeras de segurança registraram o veículo do cunhado de Juliana pelas ruas de Campo Limpo Paulista (SP) — Foto: Reprodução

A investigação da Polícia Civil identificou diversas transferências bancárias da conta de Juliana para o cunhado em 1º de dezembro de 2021, dia em que ela desapareceu. No mesmo dia, foi constatado um pagamento de R$ 20 de Reginaldo em um galão de diesel.

Segundo as investigações, às 8h, Reginaldo passou em frente a um supermercado em direção ao Terminal Central de Ônibus de Campo Limpo Paulista. A polícia afirma que, no trajeto, a jovem entrou no veículo dele.

Quatro minutos depois, já com Juliana no carro, o veículo passou por um pontilhão, seguindo por ruas do Centro e por um posto de combustíveis, em direção à Rodovia Edgard Máximo Zamboto.

Ainda segundo a Polícia Civil, Reginaldo foi até a casa dele por volta das 10h, tirou o carro da garagem com a vítima e seguiu em direção ao loteamento onde ele trabalhava como vigia.

Caso Juliana: câmeras de segurança mostram carro de suspeito em Campo Limpo Paulista

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Cerca de 30 minutos depois, novas imagens mostram o suspeito entrando em um posto de combustíveis e parando em frente a uma bomba de óleo diesel (veja acima).

Conforme a polícia, ele foi embora com um galão. A nota fiscal mostra a compra de três litros e meio de diesel, no valor de R$ 20. Para a polícia, Juliana já estaria morta e o combustível seria para atear fogo ao corpo da jovem.

A polícia elaborou o material depois da quebra de sigilos telefônicos, bancários, localização dos celulares da vítima e suspeito e cães farejadores.



Fonte: G1


10/05/2022 – Objetiva FM

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