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Com 100% de compatibilidade, mulher doa rim para irmã que sofre de diabetes tipo 1: 'Minha meta de vida'


Uma jovem de Sorocaba (SP) doou o rim para a irmã no último sábado (2), em um hospital da capital paulista. Raquel Tegani de Mello, de 20 anos, sofre de diabetes tipo 1 e virou paciente renal logo após perder a visão, há dois anos. Além do rim, ela também recebeu um pâncreas.

De mãos dadas no pré-operatório, as irmãs permaneceram unidas até a hora da cirurgia. Ainda durante a internação, a publicitária Giovanna Tegani de Mello, de 26 anos, contou ao g1 que acompanhou a luta da irmã durante anos e sempre pedia, em orações, para que pudesse ajudá-la.

“A vida toda eu rezei a Deus ou qualquer coisa para conseguir ajudar de alguma forma. Nada resolvia, mas agora resolve. Então, é verdadeiramente minha meta de vida”, relata Giovanna.
Irmãs dão as mãos antes da cirurgia de transplante  — Foto: Arquivo pessoal

Irmãs dão as mãos antes da cirurgia de transplante — Foto: Arquivo pessoal

Conforme explica a jovem, o procedimento durou cerca de dez horas. Elas foram avisadas no final da tarde de sexta-feira (1º) de que havia um pâncreas compatível a caminho e que precisavam ir até o Hospital Leforte Liberdade, em São Paulo. A cirurgia teve início às 6h40 de sábado (2).

Após o transplante, a família registrou, por meio de um vídeo, o momento em que as duas conversam na sala de operação, segurando as mãos uma da outra (assista abaixo).

Mulher doa rim para irmã que sofre de diabetes tipo 1

Mulher doa rim para irmã que sofre de diabetes tipo 1

“Eu te amo muito, obrigada, de verdade, você melhorou minha vida”, disse Raquel para Giovanna. A jovem responde, no vídeo, que não há nada para ela agradecer.

Raquel recebeu alta da UTI na terça-feira (5) e continua internada no quarto. Já Giovanna teve alta hospitalar e vai continuar o tratamento em casa.

Giovanna conta que Raquel é diabética desde os dez meses de vida e já foi considerada, pelos médicos, como alguém que não chegaria a completar dez anos.

Raquel fazia hemodiálise três vezes por semana na Unimed de Sorocaba. Ela e a irmã são 100% compatíveis, mas Giovanna esperou atingir a idade mínima para poder fazer a doação.

“Encontramos o apoio da equipe médica, passamos por avaliações psicológicas, médicas e tudo mais. Com isso, conseguimos a autorização. Porém, eu só poderia doar o rim, e ela precisaria de um duplo transplante. O pâncreas pode ser doado só de paciente que já morreu.”

Ao longo dos exames, Giovanna soube que também precisaria retirar a vesícula, o que ocorreu em meio ao procedimento de transplante.

“Ela vai se adaptar bem e os órgãos vão ser para a vida toda. A luta é grande, mas, apesar de ser pequenininha, ela é uma enorme guerreira. Ela vai conseguir ter uma boa vida, bem adaptada e feliz.”
Giovanna e Raquel continuam internadas e se recuperam bem — Foto: Arquivo pessoal

Giovanna e Raquel continuam internadas e se recuperam bem — Foto: Arquivo pessoal



Fonte: G1


06/04/2022 – Objetiva FM

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