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'Fatalidade sem tamanho', diz amiga da família de menino de 3 anos que amputou braço esmagado por esteira industrial


A criança foi pedir ajuda à avó para abrir um pirulito. Ao se apoiar na esteira, uma das mangas da blusa dele foi “sugada” pelos rolos da máquina, puxando o braço do garoto.

Ao g1, Camila de Oliveira Leite, amiga da família do menino, contou que tudo aconteceu em instantes, e que a força e calma de Nicolas durante todo o processo de resgate surpreenderam até os médicos e socorristas.

“O que mais emocionava a gente era a tranquilidade dele. A avó sentou junto, apoiamos ela com um saco de cebola. Quando a primeira ambulância chegou, os rapazes já acionaram um médico. Depois, acionaram os bombeiros e, logo depois, o helicóptero [da PM]. Durante todo esse processo, o Nicolas não chorou uma vez sequer”, afirma Camila.
Nicolas em chamada de vídeo com Camila, amiga da família de Piedade (SP) — Foto: Arquivo pessoal

Nicolas em chamada de vídeo com Camila, amiga da família de Piedade (SP) — Foto: Arquivo pessoal

Camila é filha do dono do galpão onde ocorreu o acidente. Ela conta que Nicolas é criado pela avó Edileide. “Ele perdeu a mãe no parto e, desde então, vive com a avó. Há muitos anos eles trabalham com a gente, então consideramos como parte da família mesmo”, afirma.

Nesta sexta-feira (22), o menino recebeu alta do hospital onde estava internado, em Sorocaba (SP).

“Ele foi muito bem assistido. Nós só conseguíamos agradecer pelo trabalho de toda a equipe. Todo o procedimento foi muito rápido. A cirurgia foi muito bem sucedida. Ele acabou perdendo o bracinho, ficou só um toquinho, mas o que importa é que ele está dando risada, feliz”, diz Camila.

Criança de 3 anos foi socorrida após ter braço esmagado em esteira para cebolas em Piedade — Foto: Arquivo pessoal

Criança de 3 anos foi socorrida após ter braço esmagado em esteira para cebolas em Piedade — Foto: Arquivo pessoal

Com a perda da mãe, Nicolas passou a viver com a avó paterna, Edileide. A idosa trabalha junto com o pai de Camila na produção de cebolas em conserva há vários anos. Além disso, ajuda a família com faxinas e outros serviços domésticos. Com o passar do tempo, ela se tornou querida por todos.

“O Nicolas é como um filho para o meu pai. Nós ajudamos a Edileide em tudo o que é possível, assim como ela nos ajuda. Somos muito próximos. Mas, mesmo assim, a situação ainda é complicada. Ela trabalha de manhã para conseguir pagar a janta dela e dos netos. Muito batalhadora”, conta.

Por não ter a guarda do menino, a avó não conseguiu vaga na creche municipal e, quando não consegue pagar uma babá, precisa levar Nicolas junto com ela ao trabalho. Após o acidente, Edileuza ficou com o neto no hospital em Sorocaba.

“Esse menininho é forte como um touro. E a avó dele está lutando para criá-lo. Tenho fé que iremos conseguir dar uma vida mais confortável para eles, principalmente agora, com a amputação do Nicolas, quando os cuidados irão aumentar bastante”, afirma Camila.

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Fonte: G1


23/04/2022 – Objetiva FM

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