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Filha de mulher morta a facadas fala em 'felicidade e tristeza' após sentença de 27 anos de prisão do réu: 'Não vai trazê-la de volta'


“É uma sensação meio estranha, de felicidade e tristeza ao mesmo tempo, porque, mesmo sabendo que ele foi condenado, não vai trazê-la de volta. Ele pode ficar 50, 100 anos na prisão, não vai trazer ela de volta”, desabafa Naiane do Calmo.

Segundo Naiane, ela pôde desabafar durante o julgamento, mas foi difícil reencontrar o condenado. “É uma sensação bem complicada, porque me deu muita raiva de olhar na cara dele. Antes de chegar à audiência, eu já estava me sentindo nervosa, mas, na hora que o vi, comecei a desabafar. Tudo o que eu tinha para falar, eu falei”, diz.

Rosenilda segurava seu filho de seis meses no colo quando foi esfaqueada. Segundo Naiane, a vizinha que viu a agressão contou as últimas palavras da mãe.

“Ela segurava meu irmão e era a força que ela estava tendo no momento. Na hora que a vizinha pegou o meu irmão dela, ela caiu. As últimas palavras dela foram ‘cuida do meu bebê’. Foi muito horrível, muito triste, é uma coisa que não sai da nossa cabeça, vai ficar na memória”, relembra.

Acusado de matar mulher esfaqueada um dia após reatar relacionamento foi condenado a 27 anos de prisão — Foto: Arquivo pessoal

Acusado de matar mulher esfaqueada um dia após reatar relacionamento foi condenado a 27 anos de prisão — Foto: Arquivo pessoal

No Natal de dezembro de 2018, José Sivaldo de Souza Santos, na época com 42 anos, esfaqueou Rosenilda Taborda do Calmo, de 38, depois de uma discussão na casa deles, na Rua Indaiatuba, no Jardim Marília 2, em Salto.

Uma testemunha relatou à época que os dois tiveram um relacionamento havia três anos e reataram no dia 24, véspera de Natal. No entanto, no dia 25, o casal voltou a discutir.

Em determinado momento, a vítima gritou por socorro, o que chamou a atenção da vizinha, que olhou pela janela e viu a mulher sendo esfaqueada pelo agressor.

Segundo a PM, ele fugiu com a arma usada no crime e não foi localizado de imediato. A mulher não resistiu aos ferimentos durante atendimento do Corpo de Bombeiros.

O caso foi registrado na delegacia de Salto. A vítima era de Santa Catarina e teve o corpo sepultado em Itapema (SC) pelos parentes.

A filha de Rosenilda, afirmou ao g1 que o casal havia terminado em setembro, quando a vítima tinha sido agredida e registrado um boletim de ocorrência.

Segundo Naiane, José Sivaldo tinha ciúmes de Rosenilda e não a deixava trabalhar. A situação, com o passar dos sete anos em que eles ficaram juntos, foi se agravando.

“No começo [do relacionamento], eram mil maravilhas. Eles foram se conhecendo e ele começou a judiar dela, batia nela e não a deixava trabalhar”, afirmou.

A ajudante geral tinha cinco filhos: de 19 anos, 17 anos, 13 anos, oito anos e o bebê de seis meses. Segundo Naiane, a mãe não tinha problema com conhecidos e criou as crianças sem precisar da ajuda de companheiros.

“Era guerreira e nunca precisou de ninguém. Atualmente, ela não estava com ninguém e se dedicava ao meu irmão, que é bebê”, conta.



Fonte: G1


06/05/2022 – Objetiva FM

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