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Justiça ouve testemunhas de acusação de jovem preso por matar namorada e manter corpo no carro no RJ


De acordo com o TJ, também foi marcada uma nova audiência para 14 de setembro, quando serão ouvidas as testemunhas indicadas pela defesa.

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Segundo a Polícia Civil, Patrícia e o namorado, o estudante de medicina Altamiro Lopes dos Santos, se conheceram em Sorocaba, onde começaram um relacionamento quando estavam na escola, e se mudaram para o Rio de Janeiro para fazer curso superior.

Altamiro foi preso após o crime por suspeita de matar a namorada e manter o corpo dela no banco do passageiro do carro.

O caso corre pela 4ª Vara Criminal de Nova Iguaçu e é acompanhado por parentes da vítima.

Patrícia Koike foi encontrada no carro do namorado, Altamiro, em Nova Iguaçu — Foto: Arquivo pessoal

Patrícia Koike foi encontrada no carro do namorado, Altamiro, em Nova Iguaçu — Foto: Arquivo pessoal

Até maio de 2019, o processo estava paralisado até que fosse feito o exame que iria determinar o estado mental do réu. A perícia havia sido adiada duas vezes em razão do não encaminhamento do suspeito para o Hospital Psiquiátrico Heitor Carrilho, no Rio de Janeiro.

O advogado havia alegado à Justiça que o rapaz “não está ou não estava apto mentalmente” quando cometeu o crime.

Na quarta-feira, a defesa informou que o exame de imputabilidade havia sido requerido pelo Ministério Público e o resultado foi negativo.

Jovem de Porto Feliz é suspeito de ter matado a namorada no Rio de Janeiro

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Patrícia se preparava para tentar faculdade de medicina, a mesma que Altamiro cursava. Antes de os dois dividirem o mesmo teto, a jovem morava com a mãe e o irmão, em Sorocaba, e o pai, Miguel Koike, trabalhava no Japão.

O plano da família da vítima era trabalhar e juntar dinheiro no Japão para pagar os estudos dela, no Brasil.

Ao g1, Miguel Koike contou, na época do crime, que a família foi ao Japão e apoiou a escolha de Patrícia de ficar no Brasil por acreditar que o relacionamento ia bem.

“Pareciam apaixonados e ela nunca demonstrou nada contrário disso. Minha esposa não aprovava o namoro porque queria que ela se formasse primeiro”, disse, na época.

A última vez que o pai teve contato com Patrícia foi dois anos antes do crime. Ele, o irmão e a mãe da jovem não conseguiram acompanhar o enterro, em Sorocaba. A morte dela foi informada por parentes via telefone. Miguel chegou a vir ao Brasil, mas não chegou a tempo do enterro. Ele já voltou para o Japão.

Miguel trabalhou por muitos anos no Japão e via a família ao menos um vez por ano — Foto: Carlos Henrique Dias/g1

Miguel trabalhou por muitos anos no Japão e via a família ao menos um vez por ano — Foto: Carlos Henrique Dias/g1

Segundo informações da polícia, os PMs foram acionados na noite do dia 9 por moradores que suspeitaram do comportamento do jovem, que estava com o carro estacionado em um posto de Nova Iguaçu com a namorada morta no banco do carona.

Altamiro, que cursava medicina na cidade, confessou à Polícia Militar que o casal brigou e ele espancou a namorada, mas que, no momento em que parou o carro no posto de combustíveis, tentava socorrê-la. Em depoimento à Polícia Civil, ele negou o crime.

Patrícia chegou a ser levada ao Hospital Geral de Nova Iguaçu mas, de acordo com a equipe médica, já chegou sem vida. A hipótese é de que ela estava morta havia mais de 24 horas.

O laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontou que a vítima morreu por asfixia. Segundo a Polícia Civil, Patrícia tinha vários hematomas no pescoço, nas costas, nas pernas, nos braços e na cabeça. As diversas lesões seriam algumas recentes e outras antigas.



Fonte: G1


12/05/2022 – Objetiva FM

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