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Liminar para transferência do elefante Sandro é negada pela Justiça em Sorocaba


A Justiça negou a liminar para a transferência do elefante Sandro em Sorocaba (SP). Segundo o Ministério Público, mesmo o animal sendo idoso, encontra-se em situação adequada no zoológico municipal.

O MP informou que o animal não apresenta maus-tratos, está com boa saúde física e mental, apresentando comportamentos típicos de sua faixa etária.

Caso o elefante fosse transferido, seriam necessários cerca de dois dias de deslocamento por vias terrestres. A distância entre o zoológico de Sorocaba e o Santuário dos Elefantes do Brasil, na Chapada dos Guimarães (MT), é de cerca de 1.500 quilômetros.

Em parecer técnico de um médico veterinário e de uma bióloga, o MP destacou que a permanência do animal no zoológico seria a melhor opção, e não havia um princípio que justificasse os riscos do transporte de longa distância ou a exposição de um animal idoso a novas condições estruturais e de manejo por ele não habituadas, que podem acarretar prejuízos à saúde e bem-estar da espécime.

Com toda a repercussão, moradores e ativistas realizaram um protesto contra a transferência do animal. Eles mencionaram a transferência do chimpanzé Black, que morreu dois anos após ser encaminhado ao Santuário de Primatas.

Atualmente, Sandro está sendo monitorado pela equipe do zoo desde a partida da elefanta Haisa, no dia 18 de novembro de 2020. Ela sofria de um quadro de artrose, uma doença degenerativa que não tem cura.

O MP ainda informou que aguarda a resposta da Prefeitura de Sorocaba.

Após o Ministério Público entrar com uma ação judicial contra a Prefeitura de Sorocaba , a Justiça determinou um prazo de dez dias para que o órgão se manifeste sobre a transferência do elefante Sandro para um santuário.

Na ação protocolada no dia 31 de março, o promotor Jorge Marum detalha que, após a prefeitura anunciar que realizaria uma audiência pública para definir o destino do elefante Sandro, não restou outra postura da promotoria a não ser recorrer ao Poder Judiciário para garantir o bem-estar do animal.

Ainda de acordo com o MP, é “intuitivo que zoológicos, de modo geral, não atendem às necessidades de animais selvagens de grande porte no que tange ao espaço a eles destinados”.

MP entra com ação contra prefeitura no caso da transferência do elefante Sandro

MP entra com ação contra prefeitura no caso da transferência do elefante Sandro

Na decisão, o juiz Alexandre Dartanhan de Mello Guerra determinou que o diretor do Zoológico Municipal e o secretário do Meio Ambiente se manifestem em dez dias informando o aspecto técnico/veterinário da imediata ordem de transferência para o Santuário dos Elefantes do Brasil.

Em nota, a Prefeitura de Sorocaba informou que não foi intimada da decisão até o momento.

No dia 20 de março, a prefeitura montou uma comissão para decidir o destino do elefante Sandro e apresentar outra proposta ao Ministério Público. A decisão foi divulgada após manifestantes protestarem contra a transferência do animal, em frente ao Zoológico “Quinzinho de Barros”.

Segundo os organizadores do protesto, a manifestação foi pacífica e reuniu biólogos, veterinários, arquitetos, Associação de Vendedores e Comerciantes Ambulantes do Zoo, universitários e visitantes. Também estiveram presentes vereadores e representantes da Secretaria do Meio Ambiente.

Protesto contra a transferência do elefante Sandro foi realizado em frente ao zoo de Sorocaba  — Foto: Volta Black/Arquivo pessoal

Protesto contra a transferência do elefante Sandro foi realizado em frente ao zoo de Sorocaba — Foto: Volta Black/Arquivo pessoal

Os manifestantes pediram a permanência do elefante Sandro no zoo, que já é considerado idoso. Eles mencionaram a transferência do chimpanzé Black, que morreu dois anos após ser transferido ao Santuário de Primatas.

A Prefeitura de Sorocaba havia informado que acatou a recomendação do Ministério Público de transferência do elefante Sandro.

Protesto foi realizado na manhã de domingo (20), em frente ao zoo de Sorocaba  — Foto: Volta Black/Arquivo pessoal

Protesto foi realizado na manhã de domingo (20), em frente ao zoo de Sorocaba — Foto: Volta Black/Arquivo pessoal

A recomendação do MP foi feita após a morte de Haisa, que foi companheira do animal por 20 anos. Sandro está sendo monitorado pela equipe do zoo desde a partida da elefanta, no dia 18 de novembro de 2020. O caso é acompanhado pelo promotor Jorge Alberto de Oliveira Marum.

De acordo com a prefeitura, a decisão da transferência era para buscar o melhor para o bem-estar do animal, em razão da necessidade de convívio com outros indivíduos da sua espécie.

Haisa e Sandro estavam juntos no zoo de Sorocaba (SP) desde 1995 — Foto: Reprodução/TV TEM

Haisa e Sandro estavam juntos no zoo de Sorocaba (SP) desde 1995 — Foto: Reprodução/TV TEM

O anúncio da morte da elefanta Haisa foi feito pela Secretaria do Meio Ambiente e Sustentabilidade (Sema) horas depois de uma ONG ter entrado na Justiça para pedir uma apuração da situação do animal, que sofria de artrose, em novembro de 2020. Além da ONG, o Ministério Público abriu um procedimento preparatório.

Segundo a Sema, um guarda civil municipal fazia patrulhamento no local quando presenciou o momento em que Haisa morreu perto do recinto.

Na madrugada seguinte, a elefanta foi retirada do zoo com a ajuda de um guindaste e transportada até o hospital veterinário de uma universidade particular de Sorocaba por um caminhão. Haisa foi enterrada um dia depois de sua morte em uma área do Parque Natural “Chico Mendes”.

Cova aberta em parque ecológico para enterrar elefanta em Sorocaba — Foto: Fernando Belon/TV TEM

Cova aberta em parque ecológico para enterrar elefanta em Sorocaba — Foto: Fernando Belon/TV TEM

Antes da morte de Haisa, vídeos publicados nas redes sociais mostraram a situação do animal, que não conseguia caminhar ou se alimentar e tinha machucados pelo corpo.

Segundo a ação do Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal na Vara da Fazenda Pública de Sorocaba, ela parecia apresentar infecção e necrose nas patas, não conseguindo se firmar em pé.

Funcionários do zoológico se reuniram em local onde elefanta foi enterrada em Sorocaba — Foto: Carlos Henrique Dias/g1

Funcionários do zoológico se reuniram em local onde elefanta foi enterrada em Sorocaba — Foto: Carlos Henrique Dias/g1

De acordo com o promotor Marum, a averiguação do caso seria preliminar por parte do MP. Conforme a prefeitura, desde o mês de maio aquele ano, a elefanta apresentava dificuldade locomotora.

Uma avaliação clínica mostrou aumento de volume em membros torácicos e enrijecimento articular nos cotovelos do animal. Após exames, foi constatado um quadro de artrose, uma doença degenerativa que não tem cura.



Fonte: G1


20/04/2022 – Objetiva FM

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