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Oito pessoas são presas em operação da PF que mira quadrilha que envia cocaína para Europa em contêineres e submersa em navios


Oito pessoas foram presas em uma operação da Polícia Federal (PF) de combate a organizações criminosas que atuam no tráfico internacional de drogas entre o Brasil e o Paraguai. A ação foi deflagrada nesta quinta-feira (24).

De acordo com a corporação, os alvos eram especialmente ligados à parte operacional dos grupos criminosos. Eles eram responsáveis pelo depósito, transporte e inserção de cocaína nos contêineres e compartimento submersos dos navios.

Veja, mais abaixo, detalhes de como funcionavam os grupos.

Ainda conforme a PF, além das prisões, também foram apreendidos dinheiro e carros de luxo em cidades do Paraná, Santa Catarina e do estado de São Paulo.

As ordens judiciais da operação também eram de sequestro de imóveis, bloqueio de bens e valores existentes nas contas bancárias e aplicações financeiras dos investigados. O valor estimado é de aproximadamente R$ 55.000.000,00.

Segundo a PF, os mandados foram emitidos para cumprimento nas cidades de Paranaguá, Curitiba, Matinhos, Morretes, São José dos Pinhais, Pontal do Paraná e também nos municípios catarinenses de Balneário Camboriú, Itapoá, Garuva.

De acordo com as investigações, iniciadas em 2019, os grupos criminosos mandavam as remessas dos carregamentos de cocaína por meio do Porto de Paranaguá, no litoral do Paraná.

Eles usavam de diferentes métodos para incluir a carga, como inserção da droga por mergulhadores em compartimento submerso do navio, ocultação em contêineres sem conhecimento do exportador, ocultação no maquinário refrigerador dos contêineres, acondicionamento da droga no interior de cargas lícitas, segundo a PF.

Desde o começo das investigações, conforme a polícia, foram realizadas 80 apreensões no Brasil e no exterior que totalizam, aproximadamente, 21 toneladas de cocaína.

Ainda conforme as investigações, trabalhadores do Porto de Paranaguá eram aliciados e indicavam quais contêineres tinham como destino o porto desejado pelo grupo na Europa.

PF cumpre mandados em operação de combate a organizações criminosas de tráfico internacional de drogas entre Brasil e Europa — Foto: Divulgação/PF

PF cumpre mandados em operação de combate a organizações criminosas de tráfico internacional de drogas entre Brasil e Europa — Foto: Divulgação/PF

Por meio de nota, a empresa que administra o Terminal de Contêineres de Paranaguá, TCP, afirmou que colabora com os órgãos competentes no fornecimento de informações para as investigações.

A empresa também reforçou que possui “um amplo sistema de segurança e escaneamento de cargas”.

Também por nota, o Porto de Paranaguá disse que as ações foram realizadas em terminal privado no porto paranaense.

Sobre o envolvimento de funcionários do porto, afirmou que “não há qualquer acusação contra colaborador do quadro da empresa pública ou de contratadas por esta, sendo, portanto, equivocada a informação”.

Disse também que colabora com as autoridades e combate qualquer atividade ilegal.

Operação também cumpriu mandados de busca e apreensão — Foto: Divulgação/PF

Operação também cumpriu mandados de busca e apreensão — Foto: Divulgação/PF

De acordo com a Polícia Federal, os investigados possuem vínculo com um grupo da máfia italiana constituído na região da Calábria do país euroupeu.

Segundo as investigações, são eles que contratam a logística executada pelos investigados em Paranaguá para enviar os carregamentos de cocaína até os portos da Europa, em especial o porto situado na região italiana.

A polícia ainda informou que as organizações investigadas empregam “extrema violência”, com integrantes tendo envolvimento em homicídios.

A operação desta quinta é um desdobramento da Operação Enterprise, de combate a organizações criminosas ligadas ao tráfico internacional de drogas.

Conforme a Polícia Federal, os investigados vão responder pelos crimes de tráfico internacional de drogas, com pena que pode chegar a 25 anos de prisão, e de pertinência a organização criminosa e associação para fins de tráfico, que podem chegar a 24 anos de reclusão.



Fonte: G1


24/03/2022 – Objetiva FM

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