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Período de estiagem agrava acumulo de espuma tóxica no rio Tietê


O longo período de estiagem que atingiu Salto (SP) no último mês contribuiu para que a espuma tóxica do Rio Tietê se acumulasse ainda mais. No último mês, choveu apenas um terço do esperado para a região.

A espuma tóxica voltou a aparecer pelo rio no último domingo (1º). A última vez que o rio ficou dessa forma foi em novembro do ano passado. Nesta segunda-feira (2), foi constatada uma vazão de 100 metros cúbicos no rio. O volume é um terço do esperado, pois normalmente, o local possui uma vazão de 300 metros cúbicos.

A espuma é formada por resíduos de detergentes e materiais despejados no rio sem tratamento na capital paulista, que segue em direção ao interior do estado.

Rio Tietê volta a ficar coberto por espuma tóxica em Salto

Rio Tietê volta a ficar coberto por espuma tóxica em Salto

Um estudo feito pela Fundação SOS Mata Atlântica, divulgado em setembro do ano passado, mostra que a mancha de poluição no Rio Tietê chega a quase 300 quilômetros de extensão no interior de São Paulo, no trecho de Pirapora do Bom Jesus (SP) até Botucatu (SP).

Rio Tietê tem 300 quilômetros de poluição no interior de São Paulo

Rio Tietê tem 300 quilômetros de poluição no interior de São Paulo

O relatório anual apontou que os índices estavam melhores. Dos 53 pontos monitorados pela fundação, sete haviam melhorado. Um deles está no Rio Jundiaí, que deságua no Tietê, e outros quatro estão em afluentes da cidade de Itu (SP). Segundo a ONG, a mancha de poluição no trecho que passa pelo interior havia diminuído cerca de 40%.

Os dados também apontavam que a qualidade de água nos pontos monitorados era considerada regular, com um saldo positivo em relação aos últimos 12 meses. Para chegar a este ponto, foram dez anos de recuperação, informou a fundação.

Ainda em setembro de 2021, foram retiradas mais de sete toneladas de peixes mortos de um dos afluentes do Rio Tietê, o Ribeirão Guaraú, na cidade.

Mais de 7 toneladas de peixes mortos foram retiradas do afluent — Foto: Gilberto Esquerdo/Arquivo pessoal

Mais de 7 toneladas de peixes mortos foram retiradas do afluent — Foto: Gilberto Esquerdo/Arquivo pessoal

A Secretaria Municipal do Meio Ambiente confirmou que os peixes migraram para o córrego após ter faltado oxigênio no Rio Tietê, que ficou com a água escura por conta da abertura de duas barragens em Pirapora do Bom Jesus, no mês anterior.

Com a chuva, as barragens de geração de energia precisaram ser abertas para evitar inundações e a lama que fica represada no local desceu.



Fonte: G1


03/05/2022 – Objetiva FM

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