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Sorocaba registra aumento de casos de violência contra a mulher no primeiro trimestre de 2022


A violência contra a mulher precisa de um basta, mas infelizmente as estatísticas mostram uma realidade preocupante. Em Sorocaba (SP), o primeiro trimestre deste ano registrou um aumento de casos: já são quase mil, além de 600 medidas protetivas concedidas pela Justiça.

Entre janeiro e março, a Delegacia da Mulher registrou 919 casos, 105 a mais que o ano passado, quando foram registradas 814 agressões. O número de flagrantes também aumentou na cidade neste ano, com 41 registros, 29 a mais que os três primeiros meses de 2021.

De acordo com o delegado assistente da Delegacia da Mulher de Sorocaba, Marcelo Almagro, a violência é uma decorrência de diversos fatores.

“De um desrespeito, de um desprezo, de uma situação que as mulheres vão tolerando em nome de família, em nome de manter o casamento, manter a relação. Só que, se ela não colocar um freio nisso, acaba vindo para a delegacia com uma violência”, afirma.

Segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, em 2021, uma mulher foi vítima de feminicídio no Brasil a cada sete horas.

Uma vítima de tentativa de feminicídio, que preferiu não se identificar, precisará passar por uma cirurgia para religar os tendões após ser agredida pelo ex-marido, que não aceitou o fim do casamento.

“Tinha combinado assim: que ele ia ver a filha e almoçar em casa. E já chegou meio estranho, com olhar meio estranho, e não deu tempo de eu falar muita coisa não, já passou a mão na gaveta e puxou a faca. Aí eu peguei a lâmina da faca para poder me proteger”, relembra.

Sorocaba registra aumento nas estatísticas de violência contra a mulher no 1º trimestre

Sorocaba registra aumento nas estatísticas de violência contra a mulher no 1º trimestre

Com a ajuda da filha e de uma amiga, o homem foi mobilizado e ela foi socorrida. Ele foi preso e a vítima conseguiu uma medida protetiva. Apesar disso, o medo a acompanha dia e noite.

“Quando ele estava sendo preso, ele disse isso. Na frente dos policiais, ele falou que ele pode ficar dez anos preso, mas, a hora que ele sair, ele volta e vem me buscar. Vou mudar de casa, pensei até em mudar de cidade, porque eu não vou ficar esperando a morte”.

Aos primeiros sinais de violência – verbais ou físicos -, é importante que a mulher busque ajuda. Em cada município da região, há uma rede de apoio para que ela consiga se livrar da dependência do agressor.

“O importante é isso. Que as mulheres sejam conscientes do seu papel. O seu papel é importante na sociedade, no mundo. Não permita jamais que alguém desrespeite, muito menos alguém da família”, pontua Almagro.

Também é possível fazer um boletim de ocorrência pela internet e pedir medidas protetivas. Neste ano, já foram 478 solicitações do tipo. Destas, 464 foram deferidas pela Justiça.

“A Justiça tem que ser mais dura e deixar esses caras mais tempo presos, porque não fica muito tempo. A gente sabe que a justiça é feita, mas a nossa lei não deixa tanto tempo preso”, finaliza a vítima.



Fonte: G1


02/05/2022 – Objetiva FM

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